sábado, 16 de novembro de 2013

Denomino-me servo, perante irmãos.


Saudades, do recanto onde assentando os meus joelhos debruço-me perante uma fé tremenda, para saudar aquele de quem mais me aproximo a cada dia que passo, para dizimar os pecados que confesso e para restituir a serenidade que apruma os meus pensamentos, lembranças subsistentes de quem acredita na verticalidade do ser que venera, na sapiência dos escritos que perpetuam e no vigor dos cânticos que ecoam. Entornando o olhar sobre as mãos dadas e atadas, a uma rendição suprema, sustenho a ousadia de me declarar e consinto que me extraviem com palavras recatadas que aglomeradas possuem algo que pretendo encontrar, um ensinamento mais dócil que as vivências que tremelicam o meu ser, para que o tempo que me concedem seja mais fértil e menos nefasto, para que não viva em vão. Antevendo percalços deixo-me ficar mais um pouco, numa devoção astuta que penso não resultar, sem me queixar do tempo que emprego e sabendo que cá voltarei cambaleando, jorrando lágrimas e desaforos, versando pensamentos ateus e temendo que se cá não vier faleça. Sejamos merecedores do silêncio que ostentamos, sejamos compreensores do mesmo para que a fé seja um sustento e nunca um lamento das nossas ações que com espaço e tempo revelam-se imponderadas, se não formos ponderados e fieis assíduos o silêncio será o mote para o fim.

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